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Carnaval 2014
Tema: Migração Nordestina.

Sinopse


Prefácio (histórico)

Santa Cecília, desde seu nascimento (final do século 19, início do século 20) recebeu a nobre função de abrigar a aristocracia cafeeira, latifundiários e integrantes da alta burguesia de comerciantes, industriais e profissionais liberais, a alta classe vigente na época, que vinham a São Paulo fechar negócios ou morar em um ambiente de alto padrão, que seguia os passos de seu nobre vizinho, o Bairro de Campos Elísios.
Endereço para poucos, a região fazia parte de um “cinturão” que se formava em torno do centro da emergente Cidade de São Paulo; não havia espaço para a gente simples que já se acomodava na região, vindos de várias partes do País, principalmente da Região Nordeste. Na época, a região da Santa Cecília representava um contraste entre os problemas sociais e econômicos do País e o desenvolvimento a passos largos de São Paulo.

A região Nordeste, ainda sustentava suas antigas características: economia estagnada, agricultura atrasada e pouco diversificada, grandes proprietários de terra, concentração de renda, indústria com baixa produtividade e também pouco diversificada e débeis relações capitalistas de produção; além de sofrer com as secas periódicas. Tais características das duas regiões acentuavam as desigualdades regionais e, concomitantemente à seca de 1951-1953, criaram um cenário propício à migração nordestina, que já se fazia sentir em São Paulo há mais de 20 anos, em especial às áreas urbanas. Desta forma, neste período o êxodo nordestino passava a ser direcionado não exclusivamente à agricultura paulista, mas também aos centros urbanos desenvolvidos, especialmente à capital. A migração já superava, e muito o número de imigrantes vindos de outros países, um fenômeno que mudaria definitivamente a questão cultural, social e econômica de São Paulo.

Neste momento, o cenário do bairro de Santa Cecília já se modificava: Febre Amarela no interior de São Paulo, crise financeira nos Estados Unidos, crise cafeeira e o empobrecimento da “nobreza Paulistana” modificavam o cenário imponente da região. Se inicialmente seguiu os passos dos Campos Elísios, novamente isto ocorria, só que de forma decadente. Os moradores se desfaziam ou loteavam seus casarões, seja por falta de dinheiro ou questões de herança e partilha.

Empobrecimento de alguns, oportunidade para outros. Apesar da crise que se arrastava, São Paulo continuava a ser a luz no final do túnel. Pequenos Investimentos imobiliários transformavam os casarões em edifícios, aguardando a presença de seus novos moradores, que trabalhavam na região e não tinham onde morar. Outros casarões viraram cortiços e também dividiam seu espaço ao povo que deixava seu suor em São Paulo. Um novo perfil do morador de São Paulo se desenhava definitivamente. Com o passar do tempo, novamente o bairro se modifica: Falta de áreas de estacionamento, de lazer, a construção do minhocão, criam um êxodo na Região.

As primeiras famílias e moradores, que deram o tom à região e que hoje estavam estabelecidas, mudam de endereço. Novamente o bairro se desenha, o perfil econômico e social também se redesenha. Novos empreendimentos imobiliários dão lugar aos primeiros, a região deixa, de ser “apenas” dormitório.

Se antes o comércio se aqueceu em função de seus moradores; novamente isso ocorre, principalmente motivado pela falta de lazer e dos “passageiros” que agora “atravessam” o bairro entre a casa e o trabalho.

Migração Nordestina na Santa Cecília.

O castigo recebido pela Seca, pelo descaso governamental, pela falta de opções, a busca por uma vida digna obriga o ser humano a abandonar suas raízes e buscar melhores condições de vida em outros locais. Se naquele momento o único futuro era a morte, a migração forçada poderia proporcionar pelo menos uma sobrevida digna. Era uma esperança num mundo sem opções e com um único destino.
Dessa forma milhares abandonam seus lares e se encaminham para São Paulo, a terra da garoa. Em busca de trabalho e de um futuro, buscam onde morar e recomeçar sua vida.
Em Santa Cecília ganham de presente a missão de “reconstruir” e habitar um bairro decadente e sem perspectivas.
Entre os Casarões então abandonados, prédios sem infraestrutura, ajudam a recriar o bairro. O reconstroem, inserem sua cultura e seus costumes na vida agora renovada do bairro. A tristeza ainda recente de abandonar a terra natal e familiares é sufocada com seus ritmos e sua culinária. Desde os primeiros migrantes até os dias de hoje, o preconceito e as dificuldades sempre existiram, mas foram muito menores que a vontade de fazer acontecer, de buscar a felicidade. O pejorativo deu lugar ao paulistano, a esperança venceu o preconceito. Hoje contam a história criada por eles. O bairro cresceu, se desenvolveu. O vazio não existe mais. Quem trabalhou pelo seu desenvolvimento, hoje vive em seu leito. Os filhos cresceram, os netos chegaram.
O coração desses desbravadores nunca esqueceu sua terra natal, mas em São Paulo encontraram uma mãe que os adotou e amparou. Santa Cecília, mãe de todos os filhos que ao seu redor vivem e contam uma história de sucesso e realizações, como Marcelinho do Forró, Mailton Cabeleireiro e Dona Vera França, ou ainda um político que abraçou de coração nossas ideias e lutas,como Orlando Silva.

Da Entrega do Samba de Enredo:
O(s) Compositor(es) deverá(ão), quando da entrega do Samba de Enredo, fornecer 10 (dez) cópias da Letra do Samba em letra legível, além de 02(duas) cópias do samba de enredo cantado (melodia, percussão, etc.) e gravado em CD. A letra do samba será para avaliação dos jurados que julgarão o certame e as cópias em CD para registro (histórico) e divulgação do certame. A intenção para esse ano é termos um samba mais curto em relação a sambas-enredo tradicionais das escolas de samba, não muito diferente, apenas um pouco mais curto, se possível. Atente-se para a entrega do samba até a data de 13/09/13, no largo de Santa Cecília no samba da comunidade da Santa.

Outros Assuntos:
Dúvidas, assuntos não tratados neste documento, favor procurar a Diretoria do bloco para solução ou ajustes.

Ricardo de Paula


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